Moro passa no teste do Senado depois de 9 horas de sabatina "Eu não tenho nenhum apego pelo cargo em si. E, se houver ali irregularidade da minha parte, eu saio, mas não houve" 
Sérgio Moro, ministro da Justiça
Ao responder a perguntas durante nove horas, ontem, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o ex-juiz Sérgio Moro negou ter atuado em conluio com procuradores da Lava-Jato %u2014 suspeitas levantadas a partir de supostas mensagens que teriam sido hackeadas de celulares e foram divulgadas por site. Ele afirmou não ter apego ao cargo de ministro da Justiça, que ocupa hoje, e disse que deixará o posto se provarem que cometeu alguma irregularidade. Na prática, a sessão virou uma espécie de embate entre senadores a favor e contra a operação de combate à corrupção. Muitos nem usaram o tempo para perguntar, apenas para elogiar Moro e enaltecer a atuação do então juiz contra criminosos de colarinho- branco. Parlamentares do PT e do PDT foram os únicos a atacar, de fato, o ex-magistrado. No final, a avaliação, entre a maioria dos senadores presentes, era que Moro deixou o Senado maior do que quando chegou para a sabatina. Em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o ministro. Disse que, se depender dele, Moro seguirá no governo. (Evaristo Sá/AFP) "Eu não tenho nenhum apego pelo cargo em si. E, se houver ali irregularidade da minha parte, eu saio, mas não houve"
Sérgio Moro, ministro da Justiça
Ao responder a perguntas durante nove horas, ontem, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o ex-juiz Sérgio Moro negou ter atuado em conluio com procuradores da Lava-Jato %u2014 suspeitas levantadas a partir de supostas mensagens que teriam sido hackeadas de celulares e foram divulgadas por site. Ele afirmou não ter apego ao cargo de ministro da Justiça, que ocupa hoje, e disse que deixará o posto se provarem que cometeu alguma irregularidade. Na prática, a sessão virou uma espécie de embate entre senadores a favor e contra a operação de combate à corrupção. Muitos nem usaram o tempo para perguntar, apenas para elogiar Moro e enaltecer a atuação do então juiz contra criminosos de colarinho- branco. Parlamentares do PT e do PDT foram os únicos a atacar, de fato, o ex-magistrado. No final, a avaliação, entre a maioria dos senadores presentes, era que Moro deixou o Senado maior do que quando chegou para a sabatina. Em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o ministro. Disse que, se depender dele, Moro seguirá no governo.

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