Manifestações desnorteiam a velha política
A explosão de sucessivos protestos nas cidades brasileiras deixa prefeitos, governadores e autoridades federais perplexos diante de um Brasil até então desconhecido e com o qual ainda não se sabe como lidar. Depois de declarar que o governo está ouvindo as vozes da rua, a presidente Dilma foi se encontrar com Lula e com o prefeito Fernando Haddad, em São Paulo, para avaliar o prejuízo eleitoral dos acontecimentos. Temendo a reação popular, seis outros prefeitos se apressaram em anunciar a redução das tarifas. As passeatas se estenderam a cidades do interior e a oito países.
Protesto na capital paulista reúne mais de 50 mil
Pela primeira vez, Haddad admite redução da tarifa
Saiba quais são as principais reivindicações das ruas
São Paulo
A manifestação nas avenidas da cidade começou pacífica, mas um grupo tentou invadir a prefeitura e deu início à violência: carros foram queimados e lojas, saqueadas
Rio de Janeiro
O centro de São Gonçalo, perto da capital, foi tomado por 5 mil pessoas. Houve atos em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, no Ceará e no Acre
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